Estudante do curso técnico em Cozinha ganha prêmio Dólmã, o oscar da gastronomia

O prêmio Dólmã de Gastronomia, na categoria regional/Goiás, é do estudante Paulo Henrique da Silva, do curso técnico integrado em Cozinha na modalidade educação de jovens e adultos, do Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG). A entrega da estatueta, que é considerada o Oscar da Gastronomia, ocorreu no dia 12 de agosto, em Macapá.


Com o Dólmã em mãos, Paulo assume o posto de Embaixador da Gastronomia Goiana, título que foi concedido em 2021 ao professor do curso técnico em Cozinha do câmpus e um dos seus incentivadores, Alcyr Viana Neto. Além do docente, o aluno conta que também recebeu motivação do servidor técnico-administrativo do câmpus Senador Canedo, Rodrigo Marciel Soares Dutra.


Para chegar ao posto, Paulo participou e venceu o Festival Enchefs Goiás, na categoria cozinheiro profissional, realizado no Câmpus Goiânia em junho. Na ocasião, ele apresentou o prato inspirado no bioma Cerrado chamado Ceviche: do litoral ao Cerrado, que continha filé de caranha, beterraba, cagaita, pimenta rabo-de-macaco, cará-moela, limão, gengibre, mel, azeite de buriti, água do mar potável e nitrogênio líquido. (Confira mais informações).


A premiação reuniu cozinheiros de todo o Brasil. Para conquistar o Dólmã, os candidatos foram julgados por seus currículos e por uma comissão de chefs renomados, além da votação popular realizada pela internet. Paulo concorria por Goiás ao lado dos chefs Ângelo Antônio Silva Domiciano e Gustavo Satil da Silva. “Concorri com candidatos muito fortes. Então, eu sabia que não estava indo para uma competição qualquer. Mas foi algo maravilhoso”, comemora.


A ideia de Paulo, desde a competição no Enchefs Goiás, foi enaltecer o Cerrado, seus produtos, cultura e riquezas que podem ser evidenciadas na culinária. Com a vitória, ele planeja continuar sua jornada enquanto cozinheiro focado em trazer o bioma Cerrado para o paladar das pessoas. “A expectativa é trabalhar ainda mais, militar a favor do Cerrado, de toda a preservação de nosso meio. Muita gente não conhece sobre nosso Cerrado. A gente replica muitas receitas de outros estados sem saber o que é nosso. Então, quero trabalhar muito nisso, mostrar o que temos e do que a gente é capaz, que nosso estado é riquíssimo, que aqui é maravilhoso e que a gente não é só pequi”, acrescenta.


Paulo, que está concluindo o curso técnico em Cozinha do Câmpus Goiânia, tem uma história afetiva com a culinária. Ele conta que iniciou seu interesse pela área ao ver sua mãe cozinhar e com ela aprendeu muitas técnicas, principalmente, a valorizar o que é de sua terra. “Minha mãe era uma cozinheira não alfabetizada, mas tinha um domínio muito grande sobre a área da cozinha, sobre a área de cozinha ancestral, sobre a valorização do lar, de uma comida afetiva. Vou dar um exemplo nos dias atuais: a gente usa a folha de batata-doce como uma panc. Mas se formos olhar na cozinha indígena ancestral, ela já era utilizada como alimento referência para eles. E na minha infância, a gente usava ela como fonte de nutrição, substituindo a couve, entre outros alimentos que às vezes a gente não tinha acesso por causa de renda mesmo. Só tínhamos o arroz e o feijão. E minha mãe fazia o uso da folha da batata-doce que estava no nosso lote”, lembra.

Assessoria de Comunicação do Conif
Texto: Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia