Estudantes do IFRN são classificadas no Programa Power4Girls 2024

O projeto “Sfruit”, desenvolvido pelas estudantes Camila de Lima Gurgel; Jully Emilly Torres Valdevino; Lara Gabrielle Sousa Câmara; e Yasmin de Souza Oliveira, sob orientação da professora Luciana Bertini, utiliza o sabugo do milho para a formulação de um spray que retarda o amadurecimento de frutas. A equipe explica que, por aumentar a vida útil dos alimentos colhidos até chegarem ao consumidor, através de um material barato e que pode ser produzido domesticamente, o produto contempla questões sociais, ambientais e econômicas.


A orientadora do projeto reforça que, “com o início das inscrições do programa desse ano, fiquei muito animada, pois a temática se aproximava muito com as pesquisas que desenvolvo no Campus Apodi. Desenvolver ações sustentáveis, principalmente com olhar nos 17ODS, objetivos das Nações Unidas (ONU), é bem estimulante”. A docente destaca que o objetivo do projeto é trazer uma alternativa para que a população possa aumentar o tempo de vida das frutas.


SirenSat


Já o “SirenSat”, projeto desenvolvido pelas estudantes Cecília Helena; Maria Clara Alves; Anna Larissa; e Nathaly Ermínio, com orientação da professora Thayse Azevedo, busca criar minissatélites equipados com uma inteligência artifical que encontre poluentes contaminadores da região costeira. A partir dos dados obtidos, será realizado o monitoramento dos resíduos, através de um website produzido pela equipe. Após localizar e monitorar os resíduos poluentes, será possível controlar as ameaças para o meio ambiente e estimular os processos de reciclagem.


Segundo Anna Larissa, “a montagem do projeto foi bem dinâmica, pois conseguimos unir as ideias de cada participante, resultando em uma. Contamos com o apoio da nossa orientadora para elaborarmos a temática principal e do nosso professor Fábio Procópio, da área técnica, para especificar, visto que é um projeto tecnológico”, acrescentou.


Do esforço ao resultado


“Não tem nada mais gratificante do que fazer aquilo que você ama com pessoas maravilhosas e com um apoio tão fantástico. Afinal, aquela sensação de conquista e empoderamento que se tem quando se unem cinco mulheres incríveis para fazer um projeto ainda mais surpreendente é algo que não tem preço”. É com essa fala que a estudante Cecília Helena descreveu a empolgação compartilhada por todas as componentes do “SirenSat”.


Para a integrante Maria Clara Alves, a jornada na elaboração de um projeto é empolgante, porém, desafiadora: “Contar com uma equipe dedicada e uma visão clara do que queremos alcançar torna a experiência muito gratificante. Além disso, é importante destacar a participação das mulheres no âmbito tecnológico, impulsionando e inspirando outras meninas a seguirem carreiras nesse campo”, disse.


O esforço resultou na sonhada classificação. A discente Lara Gabrielle Sousa Câmara, integrante do projeto “Sfruit”, explica: “foram muitas ideias, tentativas e esforços colocados em jogo, mas reparei que tudo isso valeu a pena quando recebi a confirmação de que o nosso protótipo foi classificado pelo programa para participar da etapa final. Foi uma sensação inexplicável, fiquei em êxtase juntamente à minha família e colegas”.


O programa


O Power4Girls é uma iniciativa da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil, que conta com a implementação do Instituto Glória e o apoio de organizações dos setores público e privado. O programa tem como objetivo fomentar o empoderamento de meninas por meio do desenvolvimento de competências em empreendedorismo, inovação e responsabilidade social, em preparação para o ensino pós-secundário e, consequentemente, o ambiente de trabalho do século XXI.


Neste ano, o tema abordado para os projetos é a economia circular, motivado pelos três Rs: reduzir, reutilizar e reciclar, a fim de desenvolver planos de um futuro sustentável e inclusivo.


Para mais informações, acesse o site do programa.

Diretoria de Comunicação do Conif

Texto: Ester Macedo/IFRN

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