Inovação contra as mudanças climáticas: estudantes de IFs são premiados no 31º Prêmio Jovem Cientista

Foi realizada nessa quinta-feira (26/2), em Brasília, a cerimônia de entrega do 31º Prêmio Jovem Cientista, iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho, que reconhece pesquisas de destaque de jovens cientistas brasileiros.


Nesta edição, o prêmio teve como tema “Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas”, destacando projetos que oferecem soluções inovadoras para enfrentar os desafios das alterações climáticas.


A cerimônia reuniu autoridades, representantes de instituições de ensino e pesquisa, estudantes e docentes.


Premiados dos IFs


Na categoria Estudante do Ensino Superior – que reconhece pesquisas de estudantes de graduação ou recém-formados com menos de 30 anos –, dois estudantes vinculados a Institutos Federais foram premiados:


Manuelle da Costa Pereira

1º lugar na categoria Estudante do Ensino Superior

Manuelle, graduada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP), foi premiada por seu projeto “Kit Solar Castanheiro” — um kit de energia solar portátil desenvolvido para atender as necessidades de castanheiros da floresta amazônica, substituindo geradores movidos a combustível fóssil, como o diesel, por uma fonte de energia limpa, acessível e adaptada às condições remotas das florestas.


A solução diminui a dependência de motores a diesel, permitindo o deslocamento, com maior facilidade, dentro da floresta – já que o peso do equipamento é reduzido consideravelmente.


Em discurso, durante a cerimônia de premiação, Manuelle enalteceu os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. “Esses projetos demonstram que a juventude brasileira compreende a dimensão e a urgência da crise climática e responde a ela com soluções concretas, socialmente relevantes e tecnicamente qualificadas”.


“Que este prêmio sirva como um estímulo para que mais jovens ingressem, permaneçam e avancem na ciência, contribuindo para o mundo mais justo, resiliente e preparado para enfrentar os desafios imposto pelas mudanças climáticas”, completou.


Isac Diógenes Bezerra

2º lugar na categoria Estudante do Ensino Superior

Isac, graduado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), conquistou o segundo lugar com o projeto “Water Flow”, um sistema de monitoramento do fluxo de água, composto por sensores e microcontroladores que captam dados em tempo real e os transmitem via wi-fi para um aplicativo móvel.


A tecnologia facilita a identificação de consumo e desperdícios de água, promovendo o uso mais consciente dos recursos hídricos.


Em entrevista à equipe de Comunicação do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Isac destacou a importância do IFCE em sua trajetória acadêmica e pessoal.


“Estive vinculado ao grupo de pesquisa e artes do campo de Jaguaribe, onde, ao longo de mais de três anos e somando mais de 1.800 horas, desenvolvi projetos em TI e em tecnologia da informação e comunicação aplicadas, além de atuar em iniciativas de parceria público-privada. Foi uma trajetória inteira dedicada à pesquisa acadêmica aplicada, que contribuiu de forma decisiva para o meu crescimento profissional e ético”.


“Afinal, enquanto cientista, temos inúmeros compromissos éticos com a sociedade, seja em relação ao mercado privado, ao governo ou às demais instituições”, completou.

Diretoria de Comunicação do Conif
Texto:
Marina Oliveira/Conif
Foto: Moacir Evangelista/Conif


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