Estudo analisa gamificação como estratégia para discutir práticas discriminatórias no ambiente escolar

Ao longo dos últimos três anos, o Campus Ouro Preto tem promovido o "Mês do Estudante", evento em que gincanas, quizzes e outros desafios são utilizados para trabalhar conteúdos históricos e questões sociais com os estudantes. A experiência inspirou um estudo sobre o uso da gamificação como estratégia pedagógica para abordar práticas discriminatórias no ambiente escolar.


Desenvolvido pela técnica administrativa Líria Lara Soares, o trabalho parte da utilização de elementos característicos dos jogos em propostas educativas e discute de que forma essas dinâmicas podem favorecer a discussão de temas relacionados à cidadania e à convivência social. Os estudos resultaram no artigo intitulado “A gamificação como um instrumento de enfrentamento às práticas discriminatórias no ambiente escolar”, publicado no livro Direito na Escola: uma contribuição para formação cidadã, da Editora Trato.


No artigo, Líria Soares discute a gamificação como estratégia pedagógica capaz de ampliar o comprometimento dos estudantes, estimular a reflexão crítica e contribuir para o enfrentamento de práticas discriminatórias no ambiente escolar. A proposta parte da utilização de elementos característicos dos jogos em atividades educativas, criando experiências mais participativas e favorecendo o envolvimento dos estudantes com temas relacionados à cidadania e à convivência social.


A discussão apresentada no artigo dialoga diretamente com as experiências realizadas durante as edições do Mês do Estudante, nas quais atividades como gincanas, quizzes, caça ao tesouro, desafios, construção de linhas do tempo e produção textual foram utilizadas como estratégias para estimular o protagonismo estudantil e promover reflexões sobre temas históricos e sociais.


Entre as atividades desenvolvidas ao longo das edições do evento estiveram gincanas, quizzes, caça ao tesouro, desafios, construção de linhas do tempo e produção textual. A utilização desses formatos permitiu trabalhar conteúdos históricos e questões sociais por meio de propostas que envolviam interação, tomada de

 decisões, resolução de problemas e produção coletiva, levando os estudantes a participar ativamente da construção das respostas e dos debates, em vez de apenas receberem informações sobre os assuntos abordados.


A experiência do Campus Ouro Preto apontou que atividades baseadas em jogos podem contribuir para criar espaços de interação e discussão, especialmente quando associadas a conteúdos que envolvem direitos, cidadania e relações sociais. Assim, a abordagem permite, ainda, trabalhar questões relacionadas à discriminação de maneira integrada a outros conteúdos.


Sobre a autora


Líria Lara Soares é técnica administrativa do Campus Ouro Preto. Graduada em Matemática pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e em Direito pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Possui mestrado em Administração pela Universidade Fumec. Sua formação acadêmica reúne áreas que se relacionam com sua atuação em atividades de extensão, cultura, gestão e formação cidadã.


Atualmente, Líria atua na Diretoria de Extensão, Esporte e Cultura (Dext) do Campus Ouro Preto e exerce a função de ouvidora da unidade.

Diretoria de Comunicação do Conif

Texto: Equipe de Comunicação do IFMG

Foto: Arquivo Pessoal

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