Estudantes de moda do Campus Araranguá produzem vestidos e desfile para pacientes com câncer

Um projeto do Campus Araranguá do IFSC levou oito mulheres, pacientes de câncer de mama, para brilhar em uma passarela: o projeto de Extensão “A Beleza de Transformar” é uma parceria entre os estudantes do curso superior de tecnologia em Design de Moda e a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) de Araranguá, que resultou em um desfile de moda dia 5 de outubro, durante o Chá Rosa, tradicionalmente realizado pela Rede em alusão ao Outubro Rosa, mês de conscientização e combate ao câncer de mama.


No primeiro semestre, na disciplina de Laboratório de Projeto, os estudantes selecionaram o projeto a ser executado. O curso recebeu vestidos antigos doados pelas Lojas Lemer e que foram customizados pelos estudantes, ouvindo as necessidades e desejos das participantes. A professora Letícia Cunico explica que a ideia era realizar um desfile no próprio IFSC, porém, a tesoureira da RFCC e uma das apoiadoras da proposta, Fátima Alvina da Silva Linhares, sugeriu que o desfile fosse realizado durante o Chá Rosa, evento realizado há 20 anos pela RFCC. 


Fátima, que trabalha com moda há mais de 40 anos, destacou que o Chá Rosa atrai muitas pessoas, e por isso foi ideal para a apresentação das produções. “O desfile estava lindo, a gente tentou oferecer o melhor, trazendo pessoas pela primeira vez ao nosso evento”, conta. Fátima auxiliou no contato com as pacientes, confecção dos vestidos e organização do desfile. “A autoestima delas nos deixou com a sensação de dever cumprido. Ficamos felizes com o resultado, o emocional das pacientes e o empenho das alunas e das professoras”, destaca.


Aprendizado e empatia - A estudante de Design de Moda Mary Paula de Oliveira conta que foram realizadas muitas reuniões com as participantes, para que as estudantes pudessem conhecer seus gostos e necessidades. “Muitas vezes as pessoas não têm ideia das dificuldades do tratamento. Nesse sentido, fui muito bonito, criamos empatia com essas mulheres”, conta. Boa parte do projeto foi executado por meio de parcerias, como sessão de fotos antes do evento, além de cabelo, maquiagem e empréstimo de acessórios para as modelos e cobertura fotográfica do desfile. 


Para a estudante, o maior desafio foi transformar os vestidos doados em belas produções para as pacientes, pois alguns eram de números pequenos e precisaram ser refeitos. Fátima conta que dois vestidos foram transformados em um, e outros foram desfeitos e o tecido usado para os ornamentos de outros vestidos. “O objetivo é que elas ficassem felizes. Foi satisfatório ouvir os depoimentos. O desfile trouxe mais beleza para o evento do Outubro Rosa”, completa Mary.


A professora Letícia destaca que as habilidades treinadas pelos estudantes no projeto de extensão são imensuráveis, pois foi preciso trabalhar com o público real. Ter flexibilidade, saber ouvir, compartilhar, comunicar e se posicionar foram alguns dos aprendizados, além das habilidades técnicas do design. “Os projetos de extensão da moda são poderosos em criar significado para a sociedade”, destaca Letícia.

Diretoria de Comunicação do Conif

Texto: Carla Algeri I Jornalista do IFSC​
Foto: Arquivo IFSC

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